segunda-feira, 10 de maio de 2010


Gerês, próximo da Portela do Homem


Cedo percebi que os pregadores-pelo menos os que a intuição me dizia serem dignos desse nome-, aos conceitos profundos sobre os temas sagrados preferiam os problemas terrenos, naturalmente os predilectos do comum dos mortais, não evitando com frequência as críticas, mal veladas ou deliberadamente transparentes, aos costume e abusos dos poderosos, à fraca licenciosidade de uns e à detestável hipocrisia de outros, apostrafando com violência os culpados dos males da nossa sociedade, e fazendo-o de tal forma aguda e perspicaz, algo imprevista na sua qualidade de homens recolhidos e meditativos-alguns deles, em todo o caso, broncos e malévolos como os mestres que me haviam destinado-, que mais pareciam politicos defendendo partidos do que representantes de Deus sobre a Terra, como todos, aliás, se consideravam.

Évora e os dias da guerra, Mário Ventura


Ah!, e o Benfica é campeão, que esquecimento o meu. Imperdoável.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Parabéns


Parabéns.


...   ...

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Coisas da Sábado


Chaves, à noite


A notícia de hoje (caso passado na sexta-feira, mas só hoje veio a publico) foi o nosso imperdível Ricardo, o Rodrigues, a acabar o dia em beleza. Não gostando do aperto da Sábado toma medidas mais drásticas e zás, gravador ao bolso...

Se pega moda, a desculpa dada de "violência psicológica" sofrida servirá para justificar tudo. Julgo que uma entrevista é feita com consentimento e acordo do entrevistado, não podendo ser considerado um interrogatório. A qualquer momento podia ter interrompido  a entrevista, mas como gostam do espectáculo e esperam sempre condicionar os jornalistas estas situações descambam para o ridiculo. E vai providência cautelar, vamos confundir ainda mais as coisas. A justificação de Assis também não fica atrás: Tratou-se de um «gesto que qualquer um de nós podia ter num momento de reacção a quente e dominado por um sentimento de profunda indignação pelo tipo de interrogatório a que estava a ser sujeito», reforçou, defendendo que «ninguém pode ser avaliado por uma reacção a quente num determinado momento» (TSF). Enfim...


O pai da LSA faz anos.


Dias diferentes se aproximam.

terça-feira, 4 de maio de 2010


Algures, gruta perto do Parc du Vercors, FR


Nascimento da neta da Ana, filha da Sónia.

Leituras em suspenso.

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Coimbra em dia de sol


Coimbra


Não é só a literatura de língua portuguesa que Saramago projecta na atenção do mundo. É também a utopia (a do comunismo inicial), o sonho (o da solidariedade permanente), a qualidade (o reconhecimento das ideias) que ele destaca.

Grande parte das suas intervenções vão nessa direcção: contra a corrente, contra a moda, contra o comodismo, contra a desmemória, contra o desamor. Alguns apelidam-no de Consciência, outros de Apóstolo.

Nascido no Estado Novo, Fernando Dacosta


Sobre Saramago falarei outro dia, da poesia e da beleza de Memorial de convento, da lucidez de pensamento e clareza de ideias.

Por hoje chega.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Origens

amendoeira em flor, Carlão

Hoje continuou a novela da comissão de inquérito pt/tvi. Mais do mesmo.

O Lyon perdeu 0-3 com o Bayern.

Greves nos transportes, a reinvindicar qualquer coisa...

...; metemo-nos aos oceanos porque era mais interessante balouçar a perna em convés de naus do que calejar as mãos em lavra de terras.

Foi depois da Segunda Guerra Mundial que começamos a fascinar-nos pelo êxito. O ter dinheiro e influência deixou de ser imoral, a honradez (pobreza) volatilizou-se como valor.

Nascido no Estado Novo, Fernando Dacosta

terça-feira, 27 de abril de 2010

Abril









original do Diogo



Ontem, Abril, o 25, foi mais um feriado perdido a um Domingo.

A indiferença com que passou mais um ano viu-se nas ruas e sente-se no desânimo das pessoas.

Valha-nos o discurso de Aguiar-Branco, pela originalidade, que foi uma pedrada no charco.

Estes apontamentos serão feitos principalmente de passagens de obras que estarei a ler. As palavras faltam e outros dirão melhor do que eu.

Hoje acabei de ler o Nascido no Estado Novo do Fernando Dacosta. Primeira (leitura) obra deste autor.

...«Um indivíduo com fome tem o direito de se apropriar do que precisa para sobreviver, isto é, tem o direito de roubar. O homem que está neste mundo é, pelo facto de estar, senhor dos bens deste mundo, se lhos retiram, deve assenhorear-se deles», diz-me António Ramalho Eanes, ...

Não é o resumo da obra mas ideias nela contidas.